Nome científico:

Triturus pygmaeus (Wolterstorff, 1905)

Nome comum:
Tritão marmoreado pigmeu
Família:
Salamandridae

 

 

Tem a cabeça achatada e focinho arredondado. O comprimento das fêmeas atinge os 11 cm, enquanto que os machos são ligeiramente menores. Entretanto o nome comum deste tritão destaca a sua coloração dorsal atrativa, a qual entremeia grandes manchas verdes-alface com outras manchas escuras menores.  O ventre é branco-rosado com pintas negras e brancas. O dorso das fêmeas está marcado ao meio por um cordão alaranjado. Nos machos, e durante a época de reprodução, desenvolve-se uma crista  ao longo da coluna vertebral desde a cabeça à cauda, a qual exibe alternadamente riscas verticais escuras e amareladas. A cauda dos machos também apresenta uma risca branca ou prateada na sua região central. A cloaca difere entre os sexos, sendo menos avultada e alaranjada nas fêmeas e maior e mais escura nos machos.

 

Habitat e Ecologia

Este tritão é comum em terrenos ricos em substratos siliciosos. Apresenta uma elevada capacidade de adaptação aos diferentes biótopos (flexibilidade ecológica). Entre os meios terrestres e  aquáticos, ocorre desde as áreas florestais, matagais mediterrânicos, terras aráveis, pastagens, jardins rurais e  terras irrigadas; vive também em lagoas, represas de armazenamento de água, pegos de água temporárias escavações a céu aberto, canais e valas.

 

Período mais favorável à observação

Pode observar-se desde as primeiras chuvas outonais até ao final da primavera. Entretanto nos períodos em que as condições ambientais são menos favoráveis (como temperaturas extremas) pode passar por períodos de inatividade.

Na Herdade da Mitra é uma espécie que se encontra com facilidade, imerso por entre a vegetação aquática, nos charcos e nas antigas pedreiras abandonadas. Também atravessa as estradas e os caminhos de terra em noites chuvosas e mornas.

 

Curiosidades

Como mecanismo de defesa, este tritão segrega substâncias tóxicas pela superfície cutânea e exibe ainda posturas anti-predatórias (levanta e agita a cauda e estica as patas posteriores).

Distribuição

É uma espécie endémica do quadrante ibérico ocidental-meridional. Em Portugal continental ocorre numa faixa litoral ao sul de Aveiro até à linha transversal do Rio Tejo; abaixo desta linha distribui-se amplamente para sul até ao Algarve.