Nome científico:

Celtis australis L.

Nome comum:
Lódão-bastardo, agreira
Família:
Ulmaceae
Autóctone

 

 

Árvore caducifólia que pode atingir os 30 m de altura e tem ramos finos e erectos. A casca do tronco é lisa e cinzenta.

Folhas verdes, alternas e pecioladas, assimétricas e trinérveas na base; são  ásperas na página superior e têm pêlos curtos na página inferior. Lanceoladas a ovado-lanceoladas, terminam numa ponta aguda, a margem duplamente dentada ou serrada e medem 4-14 x 1,5-7 cm.

Flores com 5 peças de cor amarela-esverdeada, solitárias, ou raramente em grupos de 2 a 3, surgem nas axilas do ramos, na extremidade de longos pedicelos (8 a 15 cm).

Fruto drupa globosa, longamente peciolada (até 4 cm), com cerca de 1 cm de diâmetro. A drupa começa por ser verde e fica quase negra, com o interior amarelo, quando madura. 

 

Habitat/Ecologia

Espécie espontânea em barrancos, vales encaixados ou leitos de cheia, sobre solos frescos e profundos ou afloramentos rochosos fissurados.

 

Período mais favorável à observação

Floração: março-junho. Frutificação: final do verão e outono.

 

Utilizações e Curiosidades

Árvore muito cultivada como espécie ornamental em jardins e arruamentos de diversas cidades portuguesas.

Para além da sua madeira proporcionar lenha e carvão de boa qualidade, quando cortada em finas tiras a sua madeira pode ser usada para cestaria. Por ser leve e dura, mas relativamente elástica era escolhida para o tradicional jogo-do-pau.

O caule e a raiz foram em tempos usados para tingir seda, pois possuem um pigmento amarelo.